Saúde animal

Passeio no inverno de Curitiba: o que muda no frio

Chão gelado, orvalho, dias curtos e ar seco mudam o passeio inteiro. Veja o horário que funciona melhor, o que fazer com as patas e quem deveria passear menos.

Por Equipe Saúde PET · 01/09/2026

Passeio no inverno de Curitiba: o que muda no frio

Resposta direta:* no inverno de Curitiba o passeio não deve acabar, ele deve mudar de horário e de duração. Cão que para de sair no frio ganha peso, perde músculo e fica mais ansioso dentro de casa, o que costuma custar mais caro que o próprio frio.

O horário muda tudo

O fim da manhã e o meio da tarde são as melhores janelas: o chão já perdeu o orvalho e o sol ainda está firme. As piores são o começo da manhã, quando a temperatura está no mínimo e o piso continua molhado, e depois do anoitecer, quando a temperatura despenca rápido.

No inverno o dia é mais curto, e isso importa por segurança também: coleira e guia com faixa refletiva deixam de ser detalhe quando você passeia no escuro às seis da tarde.

Chão gelado e molhado

Asfalto e calçada gelados incomodam as almofadinhas e, em passeio longo, chegam a rachar. Depois do passeio, vale:

  • Secar bem as patas, entre os dedos inclusive
  • Olhar se há rachadura, corte ou vermelhidão
  • Secar a barriga e o peito, que encostam no mato molhado

Pelo molhado é o que mais gela o animal, e Curitiba junta frio com umidade alta boa parte do inverno. Cão que volta molhado e fica assim dentro de casa passa muito mais frio do que se tivesse ficado dentro.

Quem deveria encurtar

  • Filhote e idoso.* Passeios mais curtos e mais frequentes funcionam melhor que um longo.
  • Cão com artrose.* O frio enrijece a articulação. Aquecer devagar, começar o passeio em ritmo lento e evitar escada gelada ajuda mais que remédio extra.
  • Focinho achatado (buldogue, pug, shih tzu).* Eles já respiram com dificuldade e o ar muito frio irrita as vias aéreas. Passeio curto, sem esforço grande.
  • Cão com problema respiratório conhecido.* Fale com o veterinário sobre o que muda na rotina de inverno.

O que não muda

A vontade de cheirar. Passeio bom não é o mais longo, é o que deixa o cão farejar. Vinte minutos deixando ele explorar cansam mais e acalmam mais que quarenta minutos puxado na guia, e no inverno essa troca é ótima: menos tempo exposto, mesmo efeito.

Gatos também sentem

Gato com acesso à área externa tende a sair menos no inverno e passar o dia dormindo. Isso é normal, mas observe: gato que se esconde, come menos e fica imóvel em um canto pode não estar apenas com frio. Em gato, quietude é o disfarce mais comum da dor.

Antes de reclamar do preguiçoso

Cão que de repente não quer sair, trava na porta ou senta no meio do passeio pode estar com dor, e não com frio. Se a recusa apareceu de uma semana para a outra, principalmente em cão de meia idade para cima, vale investigar em vez de insistir na coleira.